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CORREÇÃO DO DIFERENCIAL DGPS
WEB - GARMIN - 02\12\2007

Na virada dos anos 80 para 90, a entrada em funcionamento comercial do sistema GPS do departamento de defesa dos EUA revolucionou o ato de navegar. O acesso instantâneo à posição (latitude e longitude), velocidade e curso que os receptores GPS proporcionaram levou muita gente a se sentir à vontade em perder de vista o litoral ou navegar à noite em águas desconhecidas sob más condições de visibilidade.

Adicionalmente, o progresso tecnológico da indústria diminuiu drasticamente o preço dos receptores GPS e atualmente podemos encontrar até botes infláveis com estes equipamentos. Criou-se uma geração de navegadores associada ao GPS, sendo que muitos deles não imaginam o que seria navegar sem eles.

Com o passar do tempo, muitos destes usuários passaram a demandar do sistema um nível de precisão superior àquele disponível para uso civil, tipicamente em torno de 60 metros. (Nota: A precisão padrão do sistema é de cerca de 15m, mas esta é degradada intencionalmente para o nível citado acima através de um código de acesso seletivo - SA - para impedir seu uso em aplicações militares por partes não autorizadas).

A precisão de 60 metros, embora adequada para situações de navegação em alto mar ou costeira com prudência, não é conveniente para navegação em canais estreitos, rios, regiões com topografia submarina variável, e mesmo aos anseios de pescadores, mergulhadores e outros que desejem voltar precisamente a um determinado "ponto". A resposta à essa demanda por precisão foi a implementação do sistema DGPS (Differential GPS / GPS Diferencial), que, aliás, já fazia parte da concepção básica do sistema GPS.

Os sinais de correção diferenciais são transmitidos por vários rádio-farois na costa brasileira (vide tabela abaixo). Estas estações transmitem um sinal dizendo o erro de cada satélite do sistema GPS. Isto é feito da seguinte maneira: elas calculam a distância da estação a um determinado satélite e depois medem, através de um GPS padrão, a distância naquele momento. A estação compara o valor calculado e o valor medido e determina a diferença. Esta diferença, que é aumentada pela SA, é obtida para cada satélite e transmitida na portadora do rádio-farol para os receptores DGPS na área coberta pela estação. Estes, sintonizando o rádio-farol, decodificam o sinal e informam ao GPS, que somará o valor medido com a diferença indicada pelo DGPS e passa a usar um valor exato. Com esta tecnologia, o erro de posição será menor que 5 metros e o erro de velocidade cairá para menos de 0,1Kt!

TABELA DE ESTAÇÕES DGPS

NOME FREQUENCIA LATITUDE LONGITUDE

Canivete -AC 310.0 N00.30 W50.25

São Marcos - MA 300.0 S02.29 W44.18

Calcanhar - RN 305.0 S05.10 W35.29

Aracaju - SEE 320.0 S10.58 W37.02

Abrolhos - BA 290.0 S17.58 W38.42

São Tome - RJ 300.0 S22.02 W41.03

Ilha Rasa - RJ 315.0 S23.04 W43.09

Moela - SP 305.0 S24.03 W46.15

Santa Marta - SC 310.0 S28.36 W48.48

Rio Grande - RS 290.0 S32.09 W52.06

A freqüência de trabalho do rádio-farol é muito baixa (faixa de 300 kHz), com propagação reduzida (até cerca de 100 milhas) e muito ruidosa (experimente com seu SSB!). A recepção do sinal depende das condições atmosféricas e da qualidade do receptor e da antena.

Para que você tenha acesso a essa precisão com o seu GPS, é necessário que ele possa receber, além dos sinais dos satélites, o sinal diferencial oriundo de uma estação DGPS.

Americanos anunciam o fim da degradação intencional dos sinais de GPS O Governo americano anuncia o fim da degradação intencional dos sinais do Sistema de Posicionamento Global - GPS, a Selective Availability (SA). Isso significa que usuários civis do sistema terão acesso a posicionamentos dez vezes mais precisos do que tinham até então. Esta decisão é a última medida do esforço para fazer o GPS mais eficiente para usuários civis e comerciais no mundo todo. Ano passado, o vice presidente Gore anunciou seus planos para modernizar o sistema adicionando dois novos sinais para melhorar os serviços civis e comerciais. A decisão de descontinuar a SA foi baseada em recomendação da Secretaria da Defesa em coordenação com os Departamentos de Estado, Transportes, Comércio, com o diretor da Central de Inteligência e outras agências e departamentos executivos. Essas instituições esperam que a segurança dos transportes, os interesses científicos e comerciais no mundo todo se beneficiem da liberação da degradação intencional. Paralelamente aos esforços americanos de melhorar a performance do GPS para uma infinidade de aplicações, o governo americano quer também preservar a utilidade militar do sistema. Esta decisão é compatível com os esforços de atualização da utilidade militar dos sistemas americanos baseados em GPS e suportado por opiniões que indicam que o fim da SA terá um mínimo impacto sobre a segurança nacional dos EUA.

Originalmente desenvolvido pelo Departamento de Defesa para uso militar, o GPS transformou-se num sistema de utilidade global. Ele beneficia usuários no mundo todo em diferentes aplicações, incluindo navegação aérea, rodoviária, marítima, telecomunicações, serviços de emergência, exploração de óleo, mineração e muito mais. Usuários civis agora terão uma significativa melhora na precisão do sistema. Por exemplo, equipes de atendimento a emergências de trânsito, num pedido de ajuda, podem agora determinar de qual lado da rodovia houve a ocorrência, ganhando preciosos minutos no processo de salvamento.
 
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